Antes da construção da cidade de Belém,
lá existia uma tribo indígena. Como a comida estava muito
escassa, o chefe da tribo, chamado Itaki, exigiu que todas as crianças
fossem sacrificadas, incluindo a sua própria neta, filha de Iaçá.
Numa noite de lua cheia, Iaçá ouviu o grito de uma criança.
Ela chegou a porta do tipi onde vivia, e viu a sua filhinha sorrindo ao
lado de uma linda palmeira. No princípio ela ficou estática,
mas depois correu abraçou forte a filha. Despois disso, misteriosamente,
ela desapareceu. O corpo de Iaçá foi encontrado abraçando
a palmeira do a com um sorriso no rosto. Seus olhos escuros olhavam para
o topo da palmeira e foi o seu olhar que deu à luz a fruta de cor
escura. Itaki exigiu então que todos os índios tratassem
de colher as frutas, e prepararam um vinho de cor avermelhada o qual batizou
de Açaí, em homenagem a sua filha (Iaçá -
invertendo o seu nome). E, com o vinho do açaí, ele alimentou
o seu povo e, depois deste dia, suspendeu a ordem de sacrificar as crianças
da tribo.
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